Analise da Qualidade do Sono em acadêmicos de medicina da Universidade do Planalto Catarinense

JESSICA SANTOS PEREIRA

Resumo


O presente trabalho consiste em uma pesquisa cientifica descritiva de corte transversal de dados secundários realizado através da aplicação do questionário de Qualidade do Sono de Pittsburgh nos estudantes da Universidade do Planalto Catarinense. O eixo temático aborda a qualidade do sono dos estudantes do curso de medicina. Tal pesquisa tem como autores Jessica Santos Pereira, Edmara Laura Campiolo, Sandra Brun e Fernando Arruda. O sono é um estado complexo, caracterizado pela suspensão parcial das percepções dos fatos ambientais e da motricidade voluntária, diferenciando-se do estado de coma, por ser fisiológico, mesmo que haja perda de consciência e sensibilidade. O presente estudo tem como objetivo geral analisar a qualidade do sono dos acadêmicos de medicina da Universidade do Planalto Catarinense. Os objetivos específicos visam identificar os principais fatores que afetam a qualidade do sono e definir a relação existente entre qualidade do sono e as séries do curso de medicina. O delineamento dessa pesquisa descritiva de corte transversal de dados secundários foi realizado através da aplicação do questionário de qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI) nos estudantes da Universidade do Planalto Catarinense. A amostra foi composta por um número (n) de 107 estudantes de ambos os sexos, distribuídos entre os diversos cursos de graduação, matriculados na Universidade do Planalto Catarinense, que firmarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) que foi ser aprovado pelo Comitê de Ética da UNIPLAC. Esse documento garante ao sujeito da pesquisa o respeito aos seus direitos, contém o número de telefone e endereço para contato com o pesquisador, e do Comitê de Ética da Universidade do Planalto Catarinense para que possa prestar informações, caso seja necessário. A amostra de estudantes analisada apresentou uma média de horas dormidas por noite (6,08 h) inferior à média da população adulta em geral (de sete a nove horas). Observa-se uma maior prevalência de pessoas com qualidade mal do sono no grupo do sexto ano (50,0%), com diferença estatisticamente significante quando comparada ao padrão mal de qualidade do sono do grupo de estudantes do primeiro ano de graduação (5,0%). Evidenciou-se uma alta prevalência de latência do sono de pelo menos trinta minutos com frequência de tres vezes por semana em 67% dos acadêmicos do sexto ano, enquanto nos estudantes do primeiro ano apenas 17% evidenciam essa característica. O horário das atividades acadêmicas frequentemente demanda do estudante um atraso do horário de início do sono, bem como um tempo de sono total mais curto. Ao avaliar os hábitos do sono dos estudantes de Medicina em diferentes fases do curso, conclui-se que esse grupo, em média, apresenta menor quantidade de horas dormidas, maior latência de inicio do sono e qualificam o sono como mal. Além disso, se observa mior intensidade desses fatores em fases mais avancadas do curso evidenciando dessa forma maiores exigências e preocupações nesse grupo.

Palavras-chave


sono; medicina; universitarios



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