UMA REVISÃO BIBLIOGRÃFICA SOBRE FIBRILAÇÃO ATRIAL

Guilherme Almeida Galoro

Resumo


Este trabalho tem por objetivo apresentar uma revisão bibliográfica sobre Fibrilação Atrial, desenvolvida a partir da prática na área de cardiologia no Hospital Da Cruz Vermelha – Filial do Paraná enquanto atividade acadêmica do curso de medicina da Uniplac. A Fibrilação Atrial é uma arritmia supraventricular em que ocorre uma completa desorganização da atividade atrial, fazendo com que os átrios percam sua capacidade de contração, não gerando a sístole atrial. É a arritmia sustentada mais frequente, estima-se que seja responsável por cerca de 1/3 de todas as internações por arritmias. A prevalência de Fibrilação Atrial na população geral é estimada em 0,4% a 1%, sendo mais comum em homens do que em mulheres. A prevalência aumenta com a idade, acima dos 80 anos podendo chegar a 8%.Esta arritmia pode ser classificada em quatro tipos: 1) Fibrilação Atrial paroxística; 2) Fibrilação Atrial persistente; 3) Fibrilação Atrial recorrente; 4) Fibrilação Atrial permanente. No eletrocardiograma (ECG) do paciente com fibrilação atrial, a ausência de despolarização atrial organizada reflete-se com a substituição da onda P - característica do ritmo sinusal - por um tremor de alta frequência na linha de base do ECG que varia na sua forma e amplitude, conhecida como onda F. Além dessa alteração, o complexo QRS aparece estreito e ocorre uma irregularidade no intervalo R-R. A estase circulatória causada pela contração atrial não efetiva é uma consideração importante na formação de trombos cardiogênicos, principalmente originado do auriculeta esquerda. Isso torna a Fibrilação Atrial não valvar a doença cardíaca mais comumente associada ao embolismo cerebral. O risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial é de cinco a sete vezes maior em portadores de tal arritmia do que em pessoas sem a patologia. Alguns princípios básicos a serem considerados são: a fibrilação atrial deve ser cardiovertida sempre que possível; se tiver duração maior do que 48 horas não deve ser cardiovertida sem a prevenção de tromboembolismo; caso haja insucesso na cardioversão o tratamento deve almejar o controle da frequência cardíaca. Portanto, no manejo do paciente com Fibrilação Atrial, um dos pontos mais importantes a serem lembrados é a prevenção de eventos tromboembólicos, além de outros dois que são controle da frequência cardíaca e a prevenção de recorrência.

Palavras-chave


fibrilação atrial; arritmia; cardiologia



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