Terapia Medicamentosa no Tratamento da Bronquiolite Aguda

Michelle Souza dos Santos Moreira

Resumo


O estudo trata-se de uma revisão de literatura sobre bronquiolite aguda (BVA), cuja escolha se deve à ocorrência de vários casos na enfermaria e no ambulatório do Hospital Infantil Seara do Bem durante o período das atividades práticas realizadas no cenário de Unidade Educacional Eletivo, durante o mês de junho de 2013 na área de pediatria. A diversidade terapêutica para o tratamento da bronquiolite apresentada na literatura é o objetivo principal deste estudo. Pode-se afirmar que a bronquiolite aguda é a infecção respiratória baixa mais frequente em crianças com menos de dois anos. É uma causa importante de internamento nos meses de inverno. O principal agente etiológico é o vírus sincicial respiratório, mas outros vírus podem causar a doença. A maioria dos lactentes que desenvolvem BVA evolui com quadros leves que não necessitam de hospitalização. São fatores de risco para maior gravidade da bronquiolite em crianças a idade precoce de aquisição da doença, o antecedente de prematuridade e a presença de comorbidades pré-existentes, como displasia broncopulmonar, cardiopatia congênita cianótica, neuropatias e imunodepressão. Apesar destes fatores de risco serem associados à doença mais grave e à necessidade de hospitalização, a maioria das crianças hospitalizadas é previamente hígida e sem comorbidades. Em lactentes sem comorbidades associadas vários fatores de risco para evolução mais grave foram identificados como presença de saturação de O2 igual ou menor que 92%, frequência respiratória acima de 60 mrpm, utilização de musculatura acessória e recusa alimentar. Estes fatores estão associados a uma evolução desfavorável, com necessidade de terapêutica hospitalar. O tratamento é essencialmente de suporte, através de uma conjugação de medidas como a administração de oxigênio suplementar, aspiração de secreções e hidratação por via endovenosa, cujo objetivo é assegurar uma boa oxigenação e a hidratação adequada da criança. A oxigenoterapia também é recomendada para manter a saturação de oxigênio acima de 90%. Quando a oximetria de pulso não estiver disponível, recomenda-se que a criança com sinais clínicos de esforço respiratório aumentado receba suplementação de oxigênio. Pode se utilizar também a nebulização de soluções útil na desobstrução das vias aéreas superiores, habitualmente comprometidas nos casos de bronquiolite. Fármacos como broncodilatadores ou corticosteróides são comumente usados no tratamento de crianças com bronquiolite apesar de não haver evidência suficiente da sua eficácia, sendo que a corticoterapia só é recomendada em casos de evolução muito arrastada, visando evitar eventuais sequelas broncopulmonares. A adrenalina, devido à sua atividade agonista alfa adrenérgica, é mais efetiva para reduzir o edema de mucosa intersticial e pode ser mais eficaz para "abrir" as pequenas vias aéreas do que a terapêutica com broncodilatadores. O uso de antibióticos se dá única e exclusivamente para as infecções secundárias concomitantes à bronquiolite. O estudo permite concluir que o tratamento de suporte visa assegurar a boa evolução da criança. Algumas literaturas divergem e por isso, destacou-se as terapêuticas mais utilizadas atualmente.

Palavras-chave


Bronquiolite; Pediatria; Tratamento.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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