Estudo semiótico da teoria de "produção e troca de sentido" dos veículos impressos de Lages

Ivan Claudio Siqueira de Moraes, Luiz Henrique Zart

Resumo


Os meios de comunicação têm a função de informar a população sobre o que é de interesse público. Levando em conta relevância e proximidade dos acontecimentos que podem se tornar notícia.O objetivo do estudo está focado na: bagagem cultural e público alvo, tomando como referência dois padrões editoriais distintos: Correio Lageano e O Momento, nas edições de 15/08/2013. Procura-se observar a técnica utilizada pelos veículos na redação das notícias e apelo ao leitor.O texto jornalístico é constituído de forma sólida, direta e simples que ajudam o leitor a assimilar melhor o texto. Porém, a interpretação do repórter é escrita como notícia. Ela é construída pela bagagem cultural e intelectual do autor. Sendo assim, uma notícia tem enfoques diferentes, dependendo de quem a escreve.De acordo com a linguagem que é utilizada nos dois veículos. Nilson Lage diz que o registro coloquial é sempre preferível, contanto que a mensagem não seja comprometida. Deve-se manter um equilíbrio entre a linguagem formal e a coloquial, atingindo contato com classes de baixa escolaridade e mais fluidez no texto, além do público com mais estudo.A comunicação jornalística é de base referencial, pois fala de “algo no mundo exterior†ao emissor, ao receptor e ao processo de comunicação em si. O domínio da referencialidade permite diferençar a linguagem jornalística de outras (LAGE, 2006).“Numa conversa com um amigo, por exemplo, separamos trechos vitais da história, privilegiamos lugares e eventos, e podemos mudar a cronologia, além de lembrar episódios relacionados, mas sempre começamos pelas conseqüências do acontecido, para depois explicá-lo melhor†(PEREIRA JÚNIOR, 2010). Algo semelhante ao método consagrado da Pirâmide Invertida (PI).No “O Momento†procura atingir o público da forma mais direta possível. Utilizando linguagem extremamente coloquial, mas sem seguir uma ordem estrutural, como a PI. O Correio Lageano atua de forma mais equilibrada, seguindo certo padrão de notícia.Alberto Dines, em “O boom dos jornais popularesâ€, diz: “Então quem influi mais, o jornal popular que vende mais ou o jornal classe A que atende a uma camada da população já informada? Mas o jornal popular não presta um serviço maior à sociedade ao atender a um público que está na primeira etapa do processo informativo?â€.Deste ponto de vista, basta diferenciar a informação bem apurada, e exposta de forma não tão explícita, do popularesco, apelativo demais. Em “A arte de fazer um jornal diárioâ€: “Pequem pelo exagero. Apurem mais informações do que irão precisar para escrever alguma notícia ou reportagem. É melhor mandar informação para o lixo do que descobrir, na hora de escrever, que está faltando alguma†(NOBLAT, 2010).Assim, Eco traz uma referência importante: “Quanto mais a mensagem for “aberta†a descodificações diferentes, tanto mais a escolha dos códigos e subcódigos sofrerá a influência não só da circunstância de comunicação, como das predisposições ideológicas do destinatário.†Apesar de os jornais terem perdido força com a concorrência da internet, eles ainda conseguem, em Lages, atingir o público que procuram.

Palavras-chave


Linguagem; Jornais; Lages



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
EDITORA UNIPLAC | PORTAL DE REVISTAS UNIPLAC
e-mail: propepg@uniplaclages.edu.br | Fone: (49) 3251-1009
Copyright 2012. Editora UNIPLAC