A ESCOLA MULTISSERIADA NO CENÃRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO

Simone Rafaeli Pacheco, Geraldo Augusto Locks

Resumo


O presente trabalho é parte integrante de uma pesquisa científica que se encontra em andamento. Refletindo sobre as escolas multisseriadas brasileiras na contemporaneidade com atenção particular no âmbito de duas ordens de interesses, sendo a primeira relativa a distribuição de classes multisseriadas por unidade da Federação, contingente de alunos, número e o perfil dos professores que atuam nessa modalidade de ensino. A análise destes dados permite avaliar a configuração espacial, social, econômica e cultural do território no qual estão localizadas estas escolas; considerar também como as políticas educacionais concebem, afirmam ou negam a escola multisseriada em âmbito de país, particularmente, em cada Estado da Federação; do ponto de vista da formação dos professores identificar os diferentes níveis de formação escolar, perceber outrossim, que somente a titulação acadêmica geral dos profissionais não garante uma educação voltada para a realidade, interesses e necessidades dos sujeitos como requer a educação do campo. A segunda ordem de interesses concentra a análise na forma como estas unidades educacionais insistem, persistem e resistem às contradições das relações capitalistas no campo e do Estado classista. A partir desta perspectiva analítica quanti e qualitativa reflete-se sobre a realidade do campo brasileiro, onde fundamentalmente, dois projetos societários disputam o campo: o agronegócio e a agricultura familiar. Na medida em que novos atores coletivos entram em cena na sociedade brasileira nas últimas duas décadas, emerge o Movimento Nacional pela Educação do Campo. Ele vem desenvolvendo uma série de ações no sentido de universalizar o direito à educação, estabelecer critérios e práticas que contribuam para a melhoria da qualidade da educação dos sujeitos que vivem e trabalham no campo, em todas as modalidades e níveis de ensino. Suas ações não se restringem às questões específicas da educação nos seus aspectos político pedagógicos. Ao contrário, do ponto de vista de mudanças estruturais o Movimento Nacional pela Educação do Campo discute um novo conceito de campo, contrapõe-se ao modelo do agronegócio, afirma o modelo da agricultura familiar e configura-se pelo intenso debate junto à sociedade civil e ao Estado, uma nova concepção de educação e provoca outros atores na mobilização e consolidação da Educação do Campo. A respeito da abordagem metodológica, a abordagem deste trabalho consiste na análise de dados recolhidos do Setor de Estatísticas do Ministério da Educação e nesse sentido a pesquisa tem um caráter quantitativo, associada a uma análise documental e bibliográfica qualitativa para trazer o marco normativo e a reflexão sobre o objeto deste estudo. [1] Graduado em Ciências Sociais pela UNIPLAC, Mestre e Doutor em Antropologia pela UFSC, Pós-Doc em Educação pela UFSC. Coordenador Adjunto e Professor do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC). E–mail: geraldolocks@gmail.com. [2] Graduada em Pedagogia pela UNIPLAC, Pós-graduada em Supervisão Escolar pela UNIPLAC e Metodologia do Ensino pela Faculdade Plínio Augusto do Amaral e Mestranda do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC). E-mail: simonerafaeli@hotmail.

Palavras-chave


Educação do Campo; políticas pública; escola multissserida



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