PSICOLOGIA, DOCÊNCIA, ARTE E CRIATIVIDADE INTEGRANDO DIFERENTES ÃREAS DO CONHECIMENTO

João Paulo Roberti Junior, Idonézia Collodel Benetti

Resumo


O presente trabalho consiste em um relato de experiência em docência, com uma turma de alunos do curso de Administração, na disciplina de Psicologia Organizacional e do Trabalho, ministrada aos acadêmicos de um centro universitário, localizado na Grande Florianópolis – S.C. As aulas, envolvendo Arte, tinham como objetivo contemplar um dos itens do programa que incluía o tema “Criatividadeâ€, que foi abordado através da utilização, via Power Point, de 12 obras – pinturas em tela que apresentavam pessoas trabalhando. Estiveram expostos 12 artistas diferentes, de 12 países diferentes – incluindo o Brasil – em diferentes épocas. O passo a passo dessa abordagem, as reflexões e a avaliação dessa experiência são delineados e comentados para que o leitor se sinta incentivado pelo uso da Arte como recurso para motivar os alunos para a complexa, porém prazerosa, tarefa do encontro com os acadêmicos no cotidiano da sala de aula. Nessa tarefa esteve implícita a (re)invenção das práticas educativas, a problematização e reflexão de atitudes, concepções, métodos, e conhecimentos sobre o processo ensino/aprendizagem. Esse relato objetiva descrever os procedimentos usados para captar o interesse dos acadêmicos do curso de Administração para os conteúdos do semestre na disciplina de Psicologia Organizacional e do Trabalho, focando um dos itens da ementa que demanda “Criatividadeâ€. A finalidade principal dessa empreitada foi provocar os acadêmicos para criarem seus próprios trabalhos artísticos, na tentativa de traduzir, ilustrar, e exemplificar, através das mesmas, o significado do “Trabalho†para cada um deles. As atividades envolvendo Arte se constituem apenas como um tímido exemplo dentre as muitas possibilidades – e não a única – de estimular momentos criativos em sala de aula. O professor, apesar de viver em meio a um turbilhão de aparatos tecnológicos de última geração, pode – e deve – ser o criador/artífice da sua obra prima – a aula – utilizando sua imaginação, sensibilidade, e experiência para provocar e autorizar seu aluno a incluir o que pensa e sente. A docência deve pautar-se, também, por estimular a conquista de novos saberes e o prazer pela autoria dos próprios pensamentos e a concretização deles. Deve, ainda, possibilitar ao aluno vivências emocionais que o fortaleçam e, dessa forma, contribuam para a construção de sentidos e significados, que sirvam de nutrientes para uma relação positiva com a aprendizagem – para satisfação, realização pessoal e vontade de seguir aprendendo. Entretanto, é fato que o professor necessita empregar métodos e estratégias diversificadas e espaços favoráveis à criatividade, se desejar promover a expressão criativa de seus alunos, e possibilitar a formação de um sujeito com posicionamento criativo diante da própria vida.

Palavras-chave


Arte; Psicologia; Criatividade; Docência.



REVISTA UNIPLAC
ISSN 2447-2107
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